PROJETO GIDS/CNPQ 2018 - 2021

Apresente proposta de pesquisa surge dos resultados obtidos em uma pesquisa anterior desenvolvida com financiamento do CNPq entre os anos de 2013-2016 (SOUZAJÚNIOR, 2017) através da qual identificamos quatro áreas turísticas no Estado da Paraíba sendo uma consolidada-real (João Pessoa), uma em consolidação potencial (Campina Grande) e duas ainda em processo de estruturação (Patos e Cajazeiras). Para classificação desses espaços foram realizadas, entre o período de 2014 e 2016, oito atividades de campo em municípios selecionados a partir de indicadores de órgãos do governo responsáveis pela classificação dos tipos de atividades turísticas no Estado: a Empresa Paraibana de Turismo (PBTUR) e a secretaria de turismo. A escolha dos municípios esteve pautada nas visitas as localidades classificadas pelas instituições visitadas como tendo potenciais turísticos. Além questionários (300) e entrevistas (15) adotados como procedimentos, o mapeamento foi realizado a partir da realização de um inventário turístico elaborado pela geógrafa Martha Pereira através do qual foi possível definirmos critérios mais precisos para identificação dos elementos de classificação dos espaços turísticos sendo possível relacionar os elementos que constituem a infraestrutura e superestruturas dos espaços visitados. Ao término da pesquisa observou-se que a área geográfica polarizada por Campina Grande necessitaria de um estudo mais consolidado voltado para identificação das potencialidades dos municípios que a compõem para que seja possível a definição da primeira Zona Turística do Estado da Paraíba. Segundo o mapeamento realizado na pesquisa anterior foram identificados como integrantes da área turística de Campina Grande os municípios de Araruna, Guarabira, Bananeiras, Areia, Alagoa Grande, Campina Grande, Fagundes Ingá, Cabaceiras, Boqueirão e Pedra Lavrada. Para a presente pesquisa excluímos os municípios de Araruna, Guarabira e Bananeiras - por terem disso reclassificados pelo IBGE passando a compor a região geográfica intermediária de João Pessoa -, além da exclusão do município de Pedra Lavrada por não ter sido incluído no mapa do turismo brasileiro como pertencente a uma região turística (IBGE, 2018) e da inclusão do município de Monteiro que além de ter sido inserido pelo IBGE como pertencente a uma região turística vem sendo beneficiado comas obras da transposição do Rio São Francisco. O desenvolvimento deste projeto justifica-se, portanto, pelo fato de poder fornecer alternativas para melhoria do rendimento e baixo dinamismo da sociedade residente nos municípios da Região geográfica de Campina Grande, especialmente no que se refere aos indicadores de pobreza, debilidade econômica, urbanização, educação e renda familiar que, historicamente, têm influenciado de forma negativa na classificação dos municípios desta região dentro dos parâmetros apresentados pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). Tem-se, portanto, uma proposta que sustenta a tese de que o turismo pode se concretizar como alternativa ao desenvolvimento regional por proporcionar o fortalecimento e diversificação da base produtiva, aumentar a competitividade e integrar os territórios proporcionando tanto a participação do poder público nas três instâncias federativas (municipais, estadual e federal) na parceria como setor privado considerado como estratégico na viabilização das políticas de desenvolvimento territoriais. O procedimento metodológico a ser adotado pauta-se no uso de três técnicas da pesquisa qualitativa: a observação participante estruturada como preenchimento de um inventário analítico por parte dos pesquisadores; a técnica do Snow ball (bola de neve) que consistirá na identificação do potencial turístico a partir de consultas e indicações progressivas e; entrevista com grupo focal através da qual realizaremos a análise de discurso dos sujeitos sociais envolvidos direta e indiretamente como tema. Como seu desenvolvimento, estima-se, portanto, uma melhoria no orçamento individual das municipalidades envolvidas sendo o retorno estimado pelo aumento da visitação nestes mesmos dinamizando a economia e promovendo desenvolvimento social.

GIDsufcg,março de 2020

UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE, RUA APRIGIO VELOSO, 882, BAIRRO CIDADE UNIVERSITÁRIA, BLOCO BH, SALA 5

Elaborado por Xisto Souza Jr (999407075(